{"etapa":"Cronograma de Execu\u00e7\u00e3o \u2013 Livro de Pesquisa (12 meses)A metodologia do projeto est\u00e1 organizada em etapas articuladas ao cronograma proposto, de forma a garantir coer\u00eancia entre pesquisa, escrita criativa e produ\u00e7\u00e3o editorial. O processo ser\u00e1 guiado por princ\u00edpios de oralidade, escreviv\u00eancia, poesia documental e nos conceitos do \u201cpretogu\u00ea e \u201ccreviv\u00eancias\u201d do cotidiano, assegurando que cada fase dialogue com os referenciais te\u00f3ricos e est\u00e9ticos centrais ao trabalho.1. Pr\u00e9-produ\u00e7\u00e3o (3 meses)Atividades consistem em:Levantamento bibliogr\u00e1fico: leituras cr\u00edticas de autoras e autores que discutem oralidade, escreviv\u00eancia e marginalidade social (Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, L\u00e9lia Gonzalez, Ana Maria Gon\u00e7alves, Carolina Maria de Jesus, entre outras).Fichamento e an\u00e1lise te\u00f3rica: organiza\u00e7\u00e3o de conceitos, categorias e marcos hist\u00f3ricos relevantes para orientar a pesquisa.Pesquisa de campo: realiza\u00e7\u00e3o de viagens ao Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, registrando entrevistas, observa\u00e7\u00f5es e experi\u00eancias em territ\u00f3rios perif\u00e9ricos. Ser\u00e3o utilizados m\u00e9todos de observa\u00e7\u00e3o participante, registro em di\u00e1rio de campo, entrevistas semiestruturadas e grava\u00e7\u00f5es de fala.Produ\u00e7\u00e3o de esbo\u00e7os: reda\u00e7\u00e3o dos primeiros rascunhos, s\u00edntese dos materiais coletados e desenho preliminar da narrativa.Viagens de campo ( 8 dias distribu\u00eddos):Rio de Janeiro ( abril\/maio - 4 dias): coleta de entrevistas, observa\u00e7\u00f5es e registros de pr\u00e1ticas culturais perif\u00e9ricas e flu\u00eancia em pretogu\u00eas; intera\u00e7\u00e3o com pessoas representativas na hist\u00f3ria e cultura local.S\u00e3o Paulo ( abril\/maio - 4 dias): pesquisa em territ\u00f3rios perif\u00e9ricos, registro de oralidade e pr\u00e1ticas art\u00edsticas.Brasilia DF ( tempo continuo de produ\u00e7\u00e3o ) Grupo focal, registros, pesquisas e relat\u00f3rios.Entreg\u00e1veis: Di\u00e1rio de campo, registros de entrevistas, fichamentos te\u00f3ricos, esbo\u00e7os de cap\u00edtulos e an\u00e1lise preliminar.2. Produ\u00e7\u00e3o \/ Realiza\u00e7\u00e3o (7 meses)Atividades:Concep\u00e7\u00e3o e escrita do livro, integrando poesia documental, pesquisa e escreviv\u00eancia.Desenvolvimento da fluidez lingu\u00edstica, uso do pretogu\u00eas e narrativa perif\u00e9rica.Reda\u00e7\u00e3o dos cap\u00edtulos finais, integra\u00e7\u00e3o de materiais coletados e experimenta\u00e7\u00e3o est\u00e9tica.Entreg\u00e1veis:Rascunhos completos de todos os cap\u00edtulos.Vers\u00e3o preliminar para revis\u00e3o interna3. P\u00f3s-produ\u00e7\u00e3o ( 2 meses)Atividades:Revis\u00e3o de conte\u00fado: ortogr\u00e1fica, gramatical, estil\u00edstica e cr\u00edtica.Diagrama\u00e7\u00e3o: organiza\u00e7\u00e3o visual do livro, layout de p\u00e1ginas e tipografia.Design e ilustra\u00e7\u00f5es: capa, imagens e elementos gr\u00e1ficos do livro.Formata\u00e7\u00e3o: prepara\u00e7\u00e3o para impress\u00e3o e e-book (PDF, EPUB, MOBI).Produ\u00e7\u00e3o f\u00edsica e digital: impress\u00e3o, registro do ISBN, prepara\u00e7\u00e3o de vers\u00f5es digitais.Divulga\u00e7\u00e3o e lan\u00e7amento: planejamento de lan\u00e7amento, eventos culturais, m\u00eddias sociais, assessoria de imprensa e envio a parceiros e livrarias.Entreg\u00e1veis:Livro finalizado e impresso.Vers\u00e3o digital pronta para publica\u00e7\u00e3o.Material de divulga\u00e7\u00e3o e planejamento de lan\u00e7amento.","providencia":"Abertura de conta banc\u00e1ria de livre movimenta\u00e7\u00e3o em 20\/05\/2026. Solicitamos ao proponente que compare\u00e7a a sua ag\u00eancia de relacionamento e fa\u00e7a a regularidade do cadastro com a apresenta\u00e7\u00e3o de documentos e assinaturas (conformidade das contas). Para que seja poss\u00edvel prosseguir com o recebimento de aporte e a transfer\u00eancia de recursos.","area":"Humanidades","enquadramento":"Humanidades","objetivos":"Objetivo geral:Valorizar a oralidade e as linguagens perif\u00e9ricas como formas leg\u00edtimas de express\u00e3o cultural e liter\u00e1ria; Resgatar e preservar mem\u00f3rias, saberes, viv\u00eancias negras e perif\u00e9ricas, inspiradas na escrita de resist\u00eancia, como a \"escreviv\u00eancia\" de Concei\u00e7\u00e3o Evaristo;Legitimar a literatura marginal e perif\u00e9rica ao criar um livro que dialoga com artistas, pesquisadores e o p\u00fablico em geral;Grupo focal - guiado a partir de um sarau\/ roda de conversa.Promover inclus\u00e3o cultural e reflex\u00e3o social, fortalecendo a produ\u00e7\u00e3o cultural local e ampliando a visibilidade de vozes historicamente marginalizadas;Registrar a experi\u00eancia pessoal e coletiva da proponente denominada autora, conectando sua trajet\u00f3ria e forma\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria \u00e0 pesquisa e produ\u00e7\u00e3o do livro.Objetivo espec\u00edfico:Escrever um livro no g\u00eanero h\u00edbrido liter\u00e1rio \/ poesia documental, onde a pesquisa flui sobre oralidade, verbaliza\u00e7\u00e3o e escreviv\u00eancia, articulando essas dimens\u00f5es com escrita criativa e poesia marginal (slam\u2019s). O texto privilegia uma fluidez lingu\u00edstica experimental, distanciando das vertentes coloniais hegem\u00f4nicas da academia conservadora, incorporando pretogu\u00eas e express\u00f5es do territ\u00f3rio, refletindo as experi\u00eancias da popula\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica e marginalizada e dando voz \u00e0s narrativas que emergem desses contextos.O projeto consiste em uma pesquisa sobre a palavra verbal, explorando tudo o que ela pode permear em termos de ideias, experi\u00eancias e estruturas sociais, sob a perspectiva da popula\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica e marginalizada. A pesquisa ser\u00e1 complementada pela escrita criativa, articulando conceitos e viv\u00eancias na base da arte po\u00e9tica, valorizando a oralidade e as narrativas que emergem das periferias, fortalecendo a express\u00e3o art\u00edstica e cultural desses territ\u00f3rios. E com essa pesquisa, dar forma a um livro did\u00e1tico, atual e explicativo contemplando a lingu\u00edstica popular perif\u00e9rica marginal.Al\u00e9m da escrita, o processo incluir\u00e1 escutas atentas e trocas com artistas, poetas e pensadores dos territ\u00f3rios, promovendo rodas de conversa, entrevistas e encontros que ampliem a dimens\u00e3o coletiva da palavra. Essa imers\u00e3o busca compreender como a fala se transforma em escrita e como a escrita retorna \u00e0 fala, criando um ciclo vivo de mem\u00f3ria e resist\u00eancia. O livro nasce, assim, como um corpo que respira as ruas, os becos, os sotaques e as vozes do povo, reafirmando a pot\u00eancia da palavra enquanto ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o social, cultural e pol\u00edtica.","ficha_tecnica":"Proponente\/pesquisadora\/escritora:Sarah Benedita: Poeta Marginal, produtora cultural e executiva, militante, arte educadora e assessora parlamentar. Mulher preta, l\u00e9sbica e cria da Ceil\u00e2ndia DF. Destaque na Globo com artistas do quadradinho (2021), com aulas no SESC DF, RJ e RR (2021 a 2023), homenageada pelo Pretas que Escrevem DF (2023), Mestre de Cerim\u00f4nia de alguns eventos do DF e premiada pela secretaria de cultura (2024). Socia do P\u00e9rola Negra Prod, Produtora artistica do DF, Produtora cultural e comunicativa do Cio das Artes e Estudante de Gest\u00e3o Publica pela Est\u00e1cio.Assistente de pesquisa 1:Jessica Silva: Advogada, Educadora Popular, pesquisadora, mulher preta, perif\u00e9rica, nascida e criada na Ceil\u00e2ndia\/DF. Advogada no Centro Popular de Forma\u00e7\u00e3o da Juventude (Vida e Juventude). Mestranda em Pol\u00edticas P\u00fablicas para Inf\u00e2ncia e Juventude (UNB), p\u00f3s-graduada em Direito Penal e Processo Penal (UNISC), em Enfrentamento das Viol\u00eancias Contra Crian\u00e7as e Adolescentes (UNB) e em Direitos Humanos, Participa\u00e7\u00e3o Social e Sa\u00fade das Mulheres (FIOCRUZ). Possui experi\u00eancia na \u00e1rea de Direitos Humanos, com \u00eanfase na prote\u00e7\u00e3o integral de crian\u00e7as e adolescentes, enfrentamento ao racismo, mulheres Negras, juventudes e periferias.Assistente pedagogica:Bruna Paz: Multiartista, criada em Samambaia Norte (DF) e cria do Cio das Artes. \u00c9 historiadora formada pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB), e atua como arte educadora e curadora de exposi\u00e7\u00f5es em museus e galerias de arte do Distrito Federal. Explora a sua individualidade e criatividade como escritora, poetisa, artes\u00e3, instrutora e recepcionista bil\u00edngue (ingl\u00eas), percussionista, cineasta, fot\u00f3grafa e modelo. \u00c9 produtora cultural independente, atuando no espa\u00e7o cultural Cio das Artes, al\u00e9m de ser uma das integrantes do coletivo Florescer e do coletivo Aurora do Oprimido.Designer:Lara Silva: Arte educadora, palestrante, Curadora de audiovisual, vice presidente - Instituto \u00c9 Possivel e Artista Performer. Facilitadora de processos criativos decoloniais; Facilitadora de atividades voltadas para performance e express\u00e3o corporal; Professora de design gr\u00e1fico","situacao":"Autorizada a capta\u00e7\u00e3o total dos recursos","outras_fontes":0,"acessibilidade":"O projeto ser\u00e1 desenvolvido com base nos princ\u00edpios de acessibilidade cultural e inclus\u00e3o, conforme previsto na Lei Brasileira de Inclus\u00e3o da Pessoa com Defici\u00eancia (Lei n\u00ba 13.146\/2015) e nas diretrizes de democratiza\u00e7\u00e3o do acesso das Leis de Incentivo \u00e0 Cultura.Acessibilidade F\u00edsica: Os eventos de a\u00e7\u00f5es presenciais do projeto (lan\u00e7amentos, rodas de conversa e entrevistas) ser\u00e3o realizados em espa\u00e7os com infraestrutura acess\u00edvel, incluindo rampas de acesso, banheiros adaptados, sinaliza\u00e7\u00e3o t\u00e1til e visual e ambientes que permitam a livre circula\u00e7\u00e3o de pessoas com mobilidade reduzida ou defici\u00eancia. A equipe do projeto se compromete a garantir que todos os espa\u00e7os parceiros atendam aos par\u00e2metros da Lei Brasileira de Inclus\u00e3o (Lei n\u00ba 13.146\/2015) e \u00e0s normas de acessibilidade da Lei Distrital n\u00ba 6.858\/2021.","sinopse":"A obra nasce como resultado de uma pesquisa po\u00e9tica e documental que percorre territ\u00f3rios perif\u00e9ricos em busca das vozes, palavras e oralidades que constroem a escrita negra e marginal no Brasil. O projeto prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o de um livro h\u00edbrido entre poesia e pesquisa, articulando oralidade, escreviv\u00eancia e pretogu\u00eas como fundamentos est\u00e9ticos e pol\u00edticos.Para compor o conte\u00fado da pesquisa, ser\u00e3o realizadas viv\u00eancias em saraus, slams e espa\u00e7os culturais perif\u00e9ricos, onde a palavra \u00e9 corpo e resist\u00eancia. Tamb\u00e9m ser\u00e3o promovidas entrevistas escritas e gravadas com artistas, poetas e pensadores desses territ\u00f3rios, e rodas de conversa que permitam o compartilhamento de experi\u00eancias e saberes coletivos.Al\u00e9m disso, a pesquisa incluir\u00e1 a participa\u00e7\u00e3o em aulas e oficinas de escrita criativa na periferia, integrando teoria e pr\u00e1tica, escuta e cria\u00e7\u00e3o. Todo esse percurso resultar\u00e1 em um livro que une pesquisa acad\u00eamica decolonial e escrita po\u00e9tica experimental, fortalecendo a valoriza\u00e7\u00e3o das linguagens populares e a visibilidade das vozes perif\u00e9ricas e negras.","tipicidade":"Cultura Urbana","tipologia":"Slam de poesia","cgccpf":"***737981**","mecanismo":"Mecenato","_links":{"self":"http:\/\/api.salic.cultura.gov.br\/api\/v1\/projetos\/263169","fornecedores":"https:\/\/api.salic.cultura.gov.br\/api\/v1\/fornecedores?PRONAC=263169","incentivadores":"https:\/\/api.salic.cultura.gov.br\/api\/v1\/incentivadores?incentivador_id=263169","proponente":"https:\/\/api.salic.cultura.gov.br\/api\/v1\/proponentes\/0578e1ab68224f554f588888a376288ec9ea1f1ba85b3401ef12f9"},"segmento":"Event Liter\u00e1\/A\u00e7\u00f5es Edu-Cult Incen Leitu\/SlamSarau","PRONAC":"263169","estrategia_execucao":"Uma caracter\u00edstica central deste projeto \u00e9 que toda a equipe t\u00e9cnica \u00e9 composta por profissionais pretos, provenientes de diferentes territ\u00f3rios perif\u00e9ricos, artistas e\/ou ativista , LGBTQIAPN+ ou n\u00e3o, fortalecendo a representatividade negra e perif\u00e9rica na produ\u00e7\u00e3o cultural do saber e da oralidade escrita ou n\u00e3o.Al\u00e9m disso, a pesquisa inclui visitas a outras cidades, como Rio de Janeiro e S\u00e3o Paulo, onde a autora ir\u00e1 explorar refer\u00eancias fundamentais da escreviv\u00eancia e da cultura perif\u00e9rica. No RJ, est\u00e1 prevista a visita \u00e0 Casa da Escreviv\u00eancia de Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, espa\u00e7o de refer\u00eancia para compreender a escrita negra como instrumento de mem\u00f3ria e resist\u00eancia. Em S\u00e3o Paulo, a participa\u00e7\u00e3o em diversos slams consolidados h\u00e1 mais de dez anos em diferentes territ\u00f3rios permitir\u00e1 o contato direto com pr\u00e1ticas de poesia perif\u00e9rica, performatividade e oralidade, essenciais para a constru\u00e7\u00e3o do livro e para a pesquisa sobre lingu\u00edstica popular e escreviv\u00eancia.Esses deslocamentos e a composi\u00e7\u00e3o da equipe fortalecem o car\u00e1ter interterritorial, intergeracional e antirracista do projeto, garantindo maior profundidade da pesquisa e legitimidade cultural e pedag\u00f3gica da obra.","nome":"Quando a voz vira palavra","valor_aprovado":223171.0762,"justificativa":"O projeto prop\u00f5e a cria\u00e7\u00e3o de uma pesquisa que se desencadeia em um livro, sobre oralidade e palavras, articulando experi\u00eancias e narrativas oriundas de territ\u00f3rios perif\u00e9ricos e da popula\u00e7\u00e3o preta no Brasil, resgatando saberes, vozes e hist\u00f3rias frequentemente invisibilizadas nos circuitos culturais hegem\u00f4nicos. A iniciativa se justifica diante da necessidade de reconhecer, valorizar e documentar as formas de express\u00e3o oral e liter\u00e1ria que emergem das periferias, que carregam saberes ancestrais, cotidianos e resist\u00eancias culturais. Inspirado nos pensamentos de Concei\u00e7\u00e3o Evaristo no livro:Escreviv\u00eancia, a escrita de n\u00f3s de Concei\u00e7\u00e3o Evaristo\/ Escreviv\u00eancias, identidade , g\u00eanero e viol\u00eancia, Ana Maria Gon\u00e7alves e Carolina Maria de Jesus e N\u00eago Bispo para quem a palavra \u00e9 instrumento de resist\u00eancia e a oralidade guarda mem\u00f3rias e experi\u00eancias historicamente marginalizadas, o projeto busca transpor essas narrativas orais para a escrita criativa, criando um espa\u00e7o de legitima\u00e7\u00e3o da escrita marginal e conectando experi\u00eancias individuais e coletivas \u00e0 mem\u00f3ria cultural brasileira.Trago tamb\u00e9m o pensamento de L\u00e9lia Gonzalez, sobre o \"pretogu\u00eas\", que n\u00e3o \u00e9 um erro ou deforma\u00e7\u00e3o da l\u00edngua portuguesa, mas uma marca de resist\u00eancia e decolonialidade. Ele representa a africanidade presente na cultura brasileira, evidenciando a africaniza\u00e7\u00e3o do portugu\u00eas e a presen\u00e7a negra na forma\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira. De acordo com o N\u00eago Bispo em seu livro: \"A terra d\u00e1, a terra quer , relata a rela\u00e7\u00e3o entre o povo quilombola, a natureza e os saberes ancestrais, propondo uma ruptura com a l\u00f3gica colonial e o \"saber sint\u00e9tico\". Acredito que o livro n\u00e3o ser\u00e1 apenas uma obra liter\u00e1ria, mas tamb\u00e9m um instrumento de inclus\u00e3o cultural, reflex\u00e3o social e visibilidade para vozes perif\u00e9ricas e negras, oferecendo ferramentas de leitura e reflex\u00e3o que dialogam com artistas, pesquisadores e o p\u00fablico em geral. Dessa forma, a obra atua como ponte entre oralidade e literatura, fortalecendo a valoriza\u00e7\u00e3o do conhecimento perif\u00e9rico e a resist\u00eancia est\u00e9tica e pol\u00edtica das comunidades negras historicamente marginalizadas.Com as refer\u00eancias que abarcam as interseccionalidades, compreendendo as subjetividades do povo preto, a escreviv\u00eancia n\u00e3o se limita \u00e0 escrita de si, mas carrega as viv\u00eancias coletivas da comunidade negra, funcionando como uma forma de fortalecer e potencializar essas experi\u00eancias; epistemologia negra, baseada em uma cosmovis\u00e3o afrocentrada, a escreviv\u00eancia ultrapassa as fronteiras de determinados g\u00eaneros textuais, diferenciando-se de conceitos como autobiografia e autofic\u00e7\u00e3o; resist\u00eancia e mem\u00f3ria da escreviv\u00eancia \u00e9 uma forma de (re) exist\u00eancia pol\u00edtica e est\u00e9tica, que busca resgatar e preservar as mem\u00f3rias e hist\u00f3rias da popula\u00e7\u00e3o negra, muitas vezes invisibilizadas nos circuitos culturais hegem\u00f4nicos, sobretudo, refor\u00e7ando a necessidade de convergir socialmente.Nesse sentido, \u00e9 importante destacar como cada uma dessas escritoras contribui para a consolida\u00e7\u00e3o de uma literatura negra e perif\u00e9rica no Brasil: Concei\u00e7\u00e3o Evaristo, ao criar o conceito de \"escreviv\u00eancia\", oferece um caminho para legitimar experi\u00eancias coletivas como parte da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria nacional; Ana Maria Gon\u00e7alves, por sua vez, enfatiza em sua monumental obra Um defeito de cor, reconstr\u00f3i a hist\u00f3ria a partir de vozes negras silenciadas; Carolina Maria de Jesus, ao escrever diretamente das margens sociais, transforma sua pr\u00f3pria vida em den\u00fancia e poesia, revelando a pot\u00eancia da palavra como mem\u00f3ria e resist\u00eancia. J\u00e1 L\u00e9lia Gonzalez, ao teorizar o \"pretogu\u00eas\", abre espa\u00e7o para pensarmos a oralidade e a l\u00edngua como territ\u00f3rio de disputa e cria\u00e7\u00e3o.Dessa forma, compactuando com posicionamentos e escritas de artistas perif\u00e9ricas, como Tawane Teodoro, Jessica Campos, Meimei Bastos, Cristiane Sobral, Nativa Ribeiro, dentre outras mulheres que perpassam a minha viv\u00eancia como artista e que me levam a querer entender e multiplicar a explica\u00e7\u00e3o e a necessidade dessa did\u00e1tica ativa em nossa experi\u00eancia comum que \u00e9 a palavra. Reconhecer e dialogar com essa tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria e pol\u00edtica \u00e9 reafirmar que a literatura n\u00e3o \u00e9 neutra, mas campo de mem\u00f3ria, luta e transforma\u00e7\u00e3o social. Todas elas retratam e falam sobre: visibilidade ao discurso de afirma\u00e7\u00e3o racial, identidade como mulher preta, e tamb\u00e9m decolonialismo expl\u00edcito, atua\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria, educativa, de milit\u00e2ncia cultural, marginalidade emocional, nas intera\u00e7\u00f5es afetivas, e em espa\u00e7o de escrita\/articula\u00e7\u00e3o po\u00e9tica como ferramenta de express\u00e3o e pertencimento. Logo entendi que todo esse projeto perpassa por eixos que se alinham, principalmente quando se trata de uma popula\u00e7\u00e3o preta, perif\u00e9rica e marginalizada no meio de uma sociedade que muitas vezes faz calar essa oralidade posta por nossos ancestrais e iguais. Possibilitando o fortalecimento da produ\u00e7\u00e3o da pesquisa, n\u00e3o s\u00f3 da cultural local, sobretudo a promo\u00e7\u00e3o da circularidade de saberes, com intuito de valorizar a diversidade lingu\u00edstica, interseccional e est\u00e9tica, incentivando assim \u00e0 pesquisa e produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica de territ\u00f3rios historicamente marginalizados.Assim, o projeto, ao ser contemplado pela Lei de Incentivo a Cultura, contribuir\u00e1 para o fortalecimento da produ\u00e7\u00e3o cultural, oral, verbal e educacional e para a implementa\u00e7\u00e3o viva dos princ\u00edpios da Lei 10.639\/2003, promovendo a circularidade de saberes, a valoriza\u00e7\u00e3o da diversidade lingu\u00edstica, est\u00e9tica e interseccional, e incentivando a pesquisa e a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica de territ\u00f3rios historicamente marginalizados. Tamb\u00e9m tornando possivel com a conclus\u00e3o do projeto\/pesquisa, esse livro podendo tamb\u00e9m ser distribuido com a lei PNLE - Lei n\u00ba 13.696\/2018.Esta pesquisa poder\u00e1 contemplar al\u00e9m do territ\u00f3rio do Distrito Federal, como tamb\u00e9m o RJ e SP, que \u00e9 por onde essa pesquisa caminhar\u00e1 para ser concluida.","resumo":"O projeto prop\u00f5e uma pesquisa que resulte na escrita de um livro h\u00edbrido entre poesia e pesquisa documental, explorando oralidade, escreviv\u00eancia e pretogu\u00eas como formas de resist\u00eancia e cria\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. A obra investiga a palavra verbal em suas dimens\u00f5es sociais e afetivas, sob a perspectiva da popula\u00e7\u00e3o perif\u00e9rica e marginalizada. A partir da escrita criativa e da poesia marginal, o projeto valoriza express\u00f5es lingu\u00edsticas populares e saberes orais. Busca romper com padr\u00f5es coloniais da academia e legitimar a linguagem perif\u00e9rica como pot\u00eancia est\u00e9tica e pol\u00edtica. O resultado ser\u00e1 um livro did\u00e1tico e po\u00e9tico, acess\u00edvel e representativo da lingu\u00edstica popular perif\u00e9rica marginal, desenvolvendo estudos e arte como : sarau e slam's.","valor_solicitado":223171.0762,"especificacao_tecnica":"Produto 1 \u2013 Livro H\u00edbrido Liter\u00e1rio \/ Poesia DocumentalFormato e Pagina\u00e7\u00e3o: 15,5 x 23 cm (ou 16 x 23 cm):, capa cartonada, aproximadamente 160 p\u00e1ginas, incluindo textos, entrevistas, fotos e registros visuais dos saraus e slams.Conte\u00fado: Textos de poesia documental, registros de entrevistas, narrativas perif\u00e9ricas, transcri\u00e7\u00f5es de rodas de conversa e trechos de aulas de escrita criativa.Material: Papel offset 90g, impress\u00e3o colorida e miolo em preto e branco; vers\u00e3o digital acess\u00edvel em PDF e vers\u00e3o em audiolivro.Projeto Pedag\u00f3gico: Cada cap\u00edtulo inclui atividades de reflex\u00e3o, exerc\u00edcios de escrita e sugest\u00f5es de leitura, alinhados \u00e0 Lei n\u00ba 10.639\/2003 sobre Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira.Produto 2 \u2013 Registro AudiovisualDura\u00e7\u00e3o: 2 horas e 30 minutos totais, divididas em epis\u00f3dios ou m\u00f3dulos.Conte\u00fado: Entrevistas gravadas, apresenta\u00e7\u00f5es de slam e saraus, rodas de conversa, oficinas de escrita criativa.Formato: V\u00eddeo digital em MP4 com legendas descritivas e interpreta\u00e7\u00e3o em Libras.Objetivo Pedag\u00f3gico: Permitir frui\u00e7\u00e3o do conte\u00fado por pessoas com defici\u00eancia visual ou auditiva e apoiar atividades educativas em escolas e espa\u00e7os culturais.Produto 3 \u2013 Entrevistas e Rodas de ConversaDura\u00e7\u00e3o: 6 encontros presenciais, 2 horas cada, realizados em territ\u00f3rios perif\u00e9ricos.Material: Textos de apoio impressos e digitais, grava\u00e7\u00f5es de \u00e1udio, materiais sensoriais para atividades l\u00fadicas e criativas.Objetivo Pedag\u00f3gico: Promover leitura, escrita e oralidade como ferramentas de express\u00e3o, pertencimento e resist\u00eancia cultural.Produto 4 \u2013 Pesquisa de Campo e EntrevistasFormato: Entrevistas gravadas em \u00e1udio e v\u00eddeo, notas de campo e registros fotogr\u00e1ficos.Conte\u00fado: Depoimentos de artistas, poetas, educadores e participantes de saraus e slams.Objetivo Pedag\u00f3gico: Garantir subs\u00eddios para o livro e materiais pedag\u00f3gicos, registrando a oralidade e a escreviv\u00eancia das periferias.Produto 5 \u2013 Material Did\u00e1tico ComplementarFormato: Guias de leitura, exerc\u00edcios de escrita criativa e sugest\u00f5es de atividades pedag\u00f3gicas baseadas no conte\u00fado do livro.Objetivo: Apoiar escolas, coletivos e oficinas na apropria\u00e7\u00e3o da lingu\u00edstica perif\u00e9rica e da literatura negra, garantindo impacto educacional e cultural.","_embedded":{"divulgacao":[],"local_realizacao":[{"municipio_ibge":"530010","municipio":"Bras\u00edlia","uf":"Distrito 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A obra ser\u00e1 disponibilizada em formato digital acess\u00edvel, com texto compat\u00edvel com leitores de tela, e tamb\u00e9m em audiolivro, garantindo o acesso de pessoas com defici\u00eancia visual e com diferentes formas de leitura.Nos eventos de lan\u00e7amento e nas atividades formativas vinculadas \u00e0 pesquisa, ser\u00e1 assegurada a presen\u00e7a de int\u00e9rprete de Libras, bem como a disponibiliza\u00e7\u00e3o de legendas descritivas nos conte\u00fados audiovisuais. Tamb\u00e9m ser\u00e3o produzidos materiais complementares com audiodescri\u00e7\u00e3o e uso de linguagem simples e acess\u00edvel, ampliando a compreens\u00e3o e o alcance do projeto.As a\u00e7\u00f5es educativas poder\u00e3o incluir estrat\u00e9gias sensoriais e participativas, promovendo o envolvimento ativo de pessoas com defici\u00eancia em todas as etapas do projeto, desde o acesso ao conte\u00fado at\u00e9 sua frui\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o.Para al\u00e9m das dimens\u00f5es f\u00edsica e comunicacional, o projeto se compromete com a promo\u00e7\u00e3o da acessibilidade simb\u00f3lica e cultural, ao reconhecer e valorizar a oralidade, o pretogu\u00eas e as linguagens perif\u00e9ricas como formas leg\u00edtimas de produ\u00e7\u00e3o de conhecimento. 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