{"_embedded":{"projetos":[{"PRONAC":"232795","nome":"ESCOLA DE MULHERES DE MOLI\u00c8RE","providencia":"Periodo para capta\u00e7\u00e3o de recursos encerrado.","cgccpf":"08575048000130","situacao":"Expirado o prazo de capta\u00e7\u00e3o total","acessibilidade":"PRODUTO: ESPET\u00c1CULO DE ARTES C\u00caNICAS ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITET\u00d4NICO detalhar quais ser\u00e3o as medidas adotadas. - ESCOLHER UM TEATRO QUE TENHA ACESSIBILDADE PARA DEFICIENTES FIS\u00cdCOS ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: detalhar quais ser\u00e3o as medidas adotadas. - REALIZARE SESS\u00c3O COM AUDIODESCRI\u00c7\u00c3O ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: detalhar quais ser\u00e3o as medidas adotadas. - REALIZAR SESS\u00c3O COM INTEPRETE EM LIBRAS ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: detalhar quais ser\u00e3o as medidas adotadas. - LOCA\u00c7\u00c3O DE ABAFADOR DE SOM PARA AUTISTAS. PRODUTO: CONTRAPARTIDA SOCIAL ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITET\u00d4NICO detalhar quais ser\u00e3o as medidas adotadas. - ESCOLHER UMA SALA QUE TENHA ACESSIBILDADE PARA DEFICIENTES FIS\u00cdCOS ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS: detalhar quais ser\u00e3o as medidas adotadas. - REALIZAR UMA PALESTRA COM AUDIODESCRI\u00c7\u00c3O ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS: detalhar quais ser\u00e3o as medidas adotadas. - REALIZAR UMA PALESTRA COM INTEPRETE EM LIBRAS ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS: detalhar quais ser\u00e3o as medidas adotadas. - LOCA\u00c7\u00c3O DE ABAFADOR DE SOM PARA AUTISTAS.","objetivos":"OBJETIVO GERAL Realizar montagem e temporada da pe\u00e7a \"Escola de Mulheres\" uma com\u00e9dia de Moli\u00e8re, com dire\u00e7\u00e3o de S\u00e9rgio M\u00f3dena na cidade do Rio de Janeiro. OBJETIVO ESPEC\u00cdFICO Realizar 32 apresenta\u00e7\u00f5es e 2 ensaios abertos do espet\u00e1culo no per\u00edodo de dois meses. CONTRAPARTIDA SOCIAL: Realizar: 2 ensaios abertos do espet\u00e1culo com ingressos gratuitos para 350 espectadores 2 Palestras gratuitas com 175 participantes totalizando um total de 350 pessoas.","justificativa":"Como toda obra de g\u00eanio, o teatro de Moli\u00e8re se eternizou porque consegue aprender e dar forma a aspectos essenciais da natureza humana. Mudam os tempos e os costumes, mas os moldes sociais continuam norteados pelas paix\u00f5es humanas. As experi\u00eancias de trazer para os nossos dias pe\u00e7as cl\u00e1ssicas podem ser interessantes sob um aspecto formal, mas os retratos humanos e sociais tra\u00e7ados por Shakespeare, Cervantes ou Moli\u00e8re, dispensam qualquer atualiza\u00e7\u00e3o. Justamente por captarem a perenidade dos car\u00e1teres humanos por debaixo dos usos e costumes de suas pr\u00f3prias \u00e9pocas \u00e9 que s\u00e3o geniais. Definida pelas tradi\u00e7\u00f5es da Europa Absolutista, assim como pela crescente influ\u00eancia do humanismo burgu\u00eas, a obra de Moli\u00e8re articula muito bem esses dois momentos hist\u00f3ricos, representando a moral e as ideias desse per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o. Seus textos criticavam os maneirismos e exageros da \u00e9poca, tidos como distintos pelas elites aristocr\u00e1ticas. Moli\u00e8re tamb\u00e9m alfinetava as conven\u00e7\u00f5es repressoras, assim como a hipocrisia da sociedade, tanto pelo lado crist\u00e3o como pelo lado materialista. Esse sarcasmo fez o lado c\u00f4mico do autor se tornar muito mais famoso do que a trag\u00e9dia, sua preferencia pessoal. Suas obras mais c\u00e9lebres s\u00e3o: \"O misantropo\", \"O tartufo\", \"Escola de mulheres\", \"O doente imagin\u00e1rio\", \"A escola dos maridos\", \"Don Juan\", \"As sabichonas\" e \"O burgu\u00eas fidalgo\". \"Escola de Maridos\" \u00e9, talvez, a primeira obra-prima que Moli\u00e8re escreveu: obra-prima com estudo psicol\u00f3gico, composi\u00e7\u00e3o, e como com\u00e9dia. Antes da Escola de Maridos, o grande poeta s\u00f3 escrevera com o intuito de fazer rir as plateias. Com esta com\u00e9dia principiou a escrever para faz\u00ea-las pensar. O projeto se enquadra: Art. 1\u00b0 Fica institu\u00eddo o Programa Nacional de Apoio \u00e0 Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso \u00e0s fontes da cultura e o pleno exerc\u00edcio dos direitos culturais; \u00a7 1o Os incentivos criados por esta Lei somente ser\u00e3o concedidos a projetos culturais cuja exibi\u00e7\u00e3o, utiliza\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o dos bens culturais deles resultantes sejam abertas, sem distin\u00e7\u00e3o, a qualquer pessoa, se gratuitas, e a p\u00fablico pagante, se cobrado ingresso. (Renumerado do par\u00e1grafo \u00fanico pela Lei n\u00ba 11.646, de 2008) Art. 3\u00b0 Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1\u00b0 desta lei, os projetos culturais em cujo favor ser\u00e3o captados e canalizados os recursos do Pronac atender\u00e3o, pelo menos, um dos seguintes objetivos: I - incentivo \u00e0 forma\u00e7\u00e3o art\u00edstica e cultural, mediante: c) realiza\u00e7\u00e3o de exposi\u00e7\u00f5es, festivais de arte, espet\u00e1culos de artes c\u00eanicas, de m\u00fasica e de folclore;","etapa":"1\u00aa. Etapa: Pr\u00e9-Produ\u00e7\u00e3o\/Prepara\u00e7\u00e3o (1 m\u00eas) - Cronograma de execu\u00e7\u00e3o ref. \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e log\u00edstica - Pagamento de Direitos Autorais - Desenvolvimento da estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o - Contrata\u00e7\u00e3o de profissionais e prestadores de servi\u00e7os - Loca\u00e7\u00e3o de Espa\u00e7o para ensaio 2\u00aa. Etapa: Produ\u00e7\u00e3o e Execu\u00e7\u00e3o (2 meses) - Dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica - Ensaios \u2013 Cria\u00e7\u00e3o e execu\u00e7\u00e3o do Cen\u00e1rio e Figurinos Projeto de Ilumina\u00e7\u00e3o, Cria\u00e7\u00e3o da Trilha sonora - Contrata\u00e7\u00e3o de Equipe t\u00e9cnica - Defini\u00e7\u00e3o de parcerias com Institui\u00e7\u00f5es Sociais\/ Escolas 3\u00aa. Etapa: Realiza\u00e7\u00e3o \u2013Estreia e Temporada (3 meses) - Loca\u00e7\u00e3o de Espa\u00e7o Teatral - Montagem T\u00e9cnica, Loca\u00e7\u00e3o equipamentos de Luz e Som 4\u00aa. Etapa: Realiza\u00e7\u00e3o Temporada (3 meses) 5\u00aa. Etapa: Divulga\u00e7\u00e3o - (3 meses) - Assessoria de Imprensa, Fotos para material gr\u00e1fico e divulga\u00e7\u00e3o, Cria\u00e7\u00e3o do design gr\u00e1fico do Projeto, produ\u00e7\u00e3o do material gr\u00e1fico, Veicula\u00e7\u00e3o de M\u00eddias e Divulga\u00e7\u00e3o em Redes sociais. 6\u00aa. Etapa: Administra\u00e7\u00e3o (6 meses) - Capta\u00e7\u00e3o de Recursos, Administra\u00e7\u00e3o Financeira 7\u00aa. Etapa: P\u00f3s- Produ\u00e7\u00e3o - Finaliza\u00e7\u00e3o do Projeto (1 m\u00eas) - Organiza\u00e7\u00e3o de material gr\u00e1fico, fotos e v\u00eddeo - Armazenagem de cen\u00e1rio, figurinos e objetos de cena - Fechamento administrativo e cont\u00e1bil do projeto - Elabora\u00e7\u00e3o de relat\u00f3rio final e avalia\u00e7\u00e3o geral do projeto - Entrega de presta\u00e7\u00e3o de contas, clipping e relat\u00f3rio fina","ficha_tecnica":"DIRE\u00c7\u00c3O - S\u00c9RGIO M\u00d3DENA Bacharel em Artes C\u00eanicas pela Unicamp \u00e9 tamb\u00e9m formado pela \u00c9cole Philipe Gaulier em Londres, onde realizou especializa\u00e7\u00f5es em Shakespeare, Tchecov e Melodrama. Seus trabalhos mais recentes foram a dire\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as \u201cOs Vilo\u00f5es de Shakesperar\u201d, \u201cRicardo III\u201d adapta\u00e7\u00e3o da obra de William Shakespeare, \u201cBossa Novinha, a Festa do Pijama\u201d de Ana Velloso, \u201cA Arte da Com\u00e9dia\u201d, de Eduardo de Filippo, \u201cA revista do ano-O Olimpo Carioca\u201d de T\u00e2nia Brand\u00e3o,\u201cAs Mimosas da Pra\u00e7a Tiradentes\u201d, musical de Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche. Ao lado de Pedro Br\u00edcio, dirigiu em 2008 o premiado espet\u00e1culo \"Cine-Teatro Limite\". Em 2002, escreveu e dirigiu \u201cCora\u00e7\u00e3o Inquieto\u201d, baseado nas mem\u00f3rias de Santo Agostinho e adaptou, produziu e dirigiu \u201cA Roupa Nova do Imperador\u201d, baseado no conto de Andersen. Em 2013 foi indicado ao Pr\u00eamio Cesgranrio de Teatro pela dire\u00e7\u00e3o da pe\u00e7a \u201cA arte da Com\u00e9dia\u201d. CEN\u00c1RIO - JOS\u00c9 DIAS Mestre e Doutor pela Universidade de S\u00e3o Paulo, desenvolvendo pesquisa sobre a arquitetura c\u00eanica no Brasil, o carioca Jos\u00e9 Dias come\u00e7ou sua carreira de cen\u00f3grafo em 1969. Ao teatro dedica maior parte do seu tempo, n\u00e3o s\u00f3 atrav\u00e9s de trabalhos profissionais, mas tamb\u00e9m pelo desempenho de fun\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas. Como cen\u00f3grafo e figurinista, j\u00e1 participou de mais de 250 espet\u00e1culos. Da qualidade desses trabalhos resultaram indica\u00e7\u00f5es e pr\u00eamios. Recebeu o pr\u00eamio IBEU de teatro em 1985; o pr\u00eamio Shell de melhor cenografia em 1992, 1995 e 1996 e em 1994 e o pr\u00eamio Oscarito (SATED) como melhor cen\u00f3grafo do ano no Rio de Janeiro. FIGURINOS - COLMAR DINIZ Soci\u00f3logo graduado pela PUC-RJ. Um dos mais conhecidos cen\u00f3grafos e figurinistas do teatro tamb\u00e9m passou pela televis\u00e3o e cinema. Em 1989\/90 assinou os figurinos de Kananga do Jap\u00e3o e Pantanal, novelas da Rede Manchete, que primavam pelos detalhes. Foi cen\u00f3grafo, diretor de arte e figurinista em mais de noventa espet\u00e1culos, sendo criador da cenografia e figurinos do espet\u00e1culo O Mist\u00e9rio de Irma Vap, que marcou a cena brasileira por causa das muitas e r\u00e1pidas trocas de figurino. Premiado quatro vezes com Pr\u00eamio Moli\u00e8re de teatro por cen\u00e1rios e figurinos e APCA \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Paulista de Cr\u00edticos de Arte, por Kananga do Jap\u00e3o. Especialista Cultural da Ger\u00eancia de Cultura e Arte do Sistema FIRJAN de 1999 a 2015. M\u00daSICAS E DIRE\u00c7\u00c3O MUSICAL \u2013 WAGNER CAMPOS Compositor, pesquisador, arranjador, diretor\/produtor musical e musicista especializado em instrumentos antigos e tradicionais de cordas dedilhadas. Iniciou sua carreira de instrumentista em meados da d\u00e9cada de 1970 como concertista de viol\u00e3o, realizando in\u00fameros recitais solo e em duo, bem como diversos recitais como camerista. Em 1980, grava seu primeiro disco, contendo composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias para o instrumento. \u00c9 compositor, arranjador, instrumentista, diretor e produtor musical em mais de trinta produ\u00e7\u00f5es em Teatro, Televis\u00e3o e Cinema, atuando desde o ano de 1979. Em publica\u00e7\u00f5es editoriais, \u00e9 autor de v\u00e1rios artigos e estudos sobre a m\u00fasica brasileira, destacando, entre outros, \"A M\u00fasica do Nordeste do Brasil\", \"A M\u00fasica do Norte do Brasil\", \"A M\u00fasica do Sudeste do Brasil\" e \"A M\u00fasica do Sul do Brasil\", publicados entre os anos de 2002 a 2004, \"A Viola do Samba Chula\", \"A Guitarra, a Viola\", \"Achegas para a Hist\u00f3ria do Viol\u00e3o\" publicados em 2004 e 2005 e\u201dAchegas para a Hist\u00f3ria da Viola no Brasil\u201d, publicado em 2007 . \u00c9 autor do livro \"A Hist\u00f3ria do Viol\u00e3o\", publicado em 2006. Entre 1998 e 2008 foi curador musical do Projeto SONORA BRASIL \u2013 Circuito Nacional de M\u00fasica, do Sesc Nacional. Entre 2008 e 2016 dirigiu o NPAV \u2013 N\u00facleo de Produ\u00e7\u00e3o de Audiovisual, do Sesc Nacional. ILUMINA\u00c7\u00c3O \u2013 ROG\u00c9RIO WILTGEN Cursos: \u201cTheatre Lighting: Design & Technology\u201d, Londres, 1991 Curso realizado em Mar\u00e7o de 1991, em Londres onde foram selecionados pelo Conselho Brit\u00e2nico iluminadores de todo o mundo para participar de palestras, an\u00e1lises e debates com iluminadores como Andrew Brige (The Phantom of the Opera, Cats) , David Hersey (Miss Saigon), entre outros. Teatro: Projeto de Ilumina\u00e7\u00e3o c\u00eanica de mais de cem espet\u00e1culos teatrais, muitos deles indicados e ganhadores de pr\u00eamios como Pr\u00eamio Moli\u00e9re, Shell, Mambembe , SATED , Coca-cola e Cultura Inglesa de Teatro (12 pr\u00eamios de Melhor espet\u00e1culo e indica\u00e7\u00f5es como melhor iluminador dos anos de 1995 e 96), trabalhando com diretores como Amir Hadad, Bibi Ferreira, Jacqueline Laurence, Jos\u00e9 Henrique, Carlos Augusto Nazareth, Jo\u00e3o Bittencourt, Jorge Fernando, Lu\u00eds Armando Queir\u00f3s, Lu\u00eds Arthur Nunes, Mar\u00edlia P\u00eara, Pedro Paulo Rangel, S\u00e9rgio Britto, entre outros. Em 2018 recebeu o Pr\u00eamio Botequim Cultural pela ilumina\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo musical \u201cBibi, uma Vida em Musical\u201d. Em 2020 recebeu o Pr\u00eamio Cesgranrio de Teatro e o Pr\u00eamio Shell pe\u00e7a ilumina\u00e7\u00e3o do espet\u00e1culo A Cor P\u00farpura - O Musical, com dire\u00e7\u00e3o de Tadeu Aguiar em 2019. ATOR PROTAGONISTA - EDWIN LOUISE Mais de 40 anos se passaram da sua estreia na TV Tupi, em \u201cCamomila e bem-me-quer\u201d. Pouco depois, em 1977, ficou conhecido por interpretar o gal\u00e3 \u00c1lvaro, no sucesso Escrava Isaura. Ao longo desses anos, Edwin Luisi agregou a sua trajet\u00f3ria outros importantes trabalhos em telenovelas. Passou pela Manchete, pela Record, pelo SBT e pela TV Globo, na qual a \u00faltima atua\u00e7\u00e3o foi em 2013, em \u201cSangue Bom\u201d. \u00c9 formado pela Escola de Arte Dram\u00e1tica, da Universidade de S\u00e3o Paulo, e dedicou-se tamb\u00e9m aos estudos de Hist\u00f3ria da Arte. No cinema atuou em \u201cO Judeu\u201d, Aleijadinho\u201d, entre outros longas. Recentemente, brilhou nos palcos no musical \u201cBarbaridade\u201d, com texto chancelado por Lu\u00eds Fernando Verissimo, Ziraldo e Zuenir Ventura. PROPONENTE: L. PRODU\u00c7\u00d5ES ARTISTICAS LTDA. ser\u00e1 COORDENADOR GERAL, GERENCIA FINANCEIRA e ATOR (Edmundo Lippi) EDMUNDO LIPPI \u2013 ATOR E COORDENADOR A partir de 1992 produz e atua em mais de 21 espet\u00e1culos teatrasi, entre eles: \u201cA Com\u00e9dia dos Erros\u201d de William Shakespeare, dire\u00e7\u00e3o de Cl\u00e1udio Torres Gonzaga; \u201c\u00c0 Margem da Vida\u201d de Tenesse Williams, dire\u00e7\u00e3o de Roberto Vignati. \u201cFrankenstein\u201d de Mary Shelley, dire\u00e7\u00e3o de Angela Leite Lopes. \u201cAs Malandragens de Scapino\u201d de Moli\u00e8re, dire\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Bethencourt; \u201cO Olho Azul da Falecida\u201d de Joe Orton, dire\u00e7\u00e3o Sidnei Cruz; \u201cO Avarento\u201d de Moli\u00e8re, dire\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Bethencourt; \u201cA Morat\u00f3ria\u201d de Jorge Andrade, dire\u00e7\u00e3o de Sidney Cruz; \u201cTh\u00e9r\u00e8se Raquin\u201d de \u00c9mile Zola, dire\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o Fonseca; \u201cAuto Compadecida\u201d de Ariano Suassuna, dire\u00e7\u00e3o de Sidnei Cruz; \u201cO Doente Imaghin\u00e1rio\u201d de Moli\u00e8re, dire\u00e7\u00e3o de Jacqueline Laurence; \u201cVaidades&Tolices\u201d de Anton Tchekov, dire\u00e7\u00e3o de Sidnei Cruz e \u201cO Casamento Suspeitoso\u201d de Ariano Suassuna, dire\u00e7\u00e3o de Wagner Campos.","impacto_ambiental":"","especificacao_tecnica":"Inciso do \u00a72\u00ba do artigo 30 da IN 01\/2023 referente \u00e0 a\u00e7\u00e3o formativa cultural oferecida como CONTRAPARTIDA SOCIAL: II \u2013 Oferecer ensaios abertos e palestra. Realizar 2 ensaios abertos gratuitos para a popula\u00e7\u00e3o em geral Realizar a palestra gratuita A IMAGEM DO SOM com o diretor musical Wagner Campos para 350 participantes","estrategia_execucao":"G\u00eanio da literatura francesa e universal, Moli\u00e8re adotou as formas tradicionais da com\u00e9dia e revitalizou-as num novo estilo, em que os contr\u00e1rios se confrontam: a verdade se op\u00f5e \u00e0 falsidade, a intelig\u00eancia ao pedantismo. Esse estilo, unido \u00e0 aguda percep\u00e7\u00e3o do absurdo da vida cotidiana, deu \u00e0s obras de Moli\u00e8re um car\u00e1ter inimit\u00e1vel. Jean-Baptiste Poquelin, conhecido como Moli\u00e8re, foi batizado em Paris em 15 de janeiro de 1622. Filho de um rico fornecedor de tapetes da casa real, recebeu educa\u00e7\u00e3o privilegiada no col\u00e9gio de Clermont. Recusou-se, por\u00e9m, a seguir a carreira do pai e decidiu abra\u00e7ar o teatro. Em 1643 fundou em Paris, junto com outros nove atores a companhia L'Illustre-Th\u00e9\u00e2tre, que se apresentou em Paris durante dois anos. Adotou o nome art\u00edstico de Moli\u00e8re e, totalmente respons\u00e1vel pelo grupo, tentou manter um teatro, mas as d\u00edvidas, que o levaram duas vezes \u00e0 pris\u00e3o, obrigaram o grupo a deixar a capital em 1645. Durante os 13 anos seguintes, a companhia excursionou pela Fran\u00e7a, representando obras do repert\u00f3rio cl\u00e1ssico e algumas pe\u00e7as curtas escritas por Moli\u00e8re. A experi\u00eancia que adquiriu nessa \u00e9poca como autor e diretor foi decisiva para seu triunfo posterior, pois Moli\u00e8re, embora extraordin\u00e1rio escritor, jamais concebeu suas obras para a publica\u00e7\u00e3o, mas sim para a representa\u00e7\u00e3o, e sua trama adaptou-se sempre \u00e0s necessidades da a\u00e7\u00e3o c\u00eanica. O caminho para o sucesso se abriu para Moli\u00e8re em 1658, quando a companhia p\u00f4de representar diante do rei Lu\u00eds XIV a obra Nicom\u00e8de, de Corneille, e uma pe\u00e7a curta do pr\u00f3prio Moli\u00e8re, Le Docteur amoureux (O m\u00e9dico apaixonado). Seu \u00eaxito foi t\u00e3o retumbante que o duque Filipe de Orl\u00e9ans, irm\u00e3o do rei, tomou o grupo sob sua prote\u00e7\u00e3o e, sete anos mais tarde, o pr\u00f3prio monarca concedeu-lhe seu favor e deu \u00e0 companhia o nome de Troupe du Roi. A primeira obra importante de Moli\u00e8re representada em Paris, Les Pr\u00e9cieuses ridicules (1659; As preciosas rid\u00edculas), j\u00e1 continha a cr\u00edtica \u00e0 afeta\u00e7\u00e3o e o apelo ao bom senso que caracterizariam sua obra. Em 1660-1661 a companhia estabeleceu-se definitivamente numa sala do Palais-Royal preparada para funcionar como teatro. A partir de ent\u00e3o, Moli\u00e8re apresentaria em Paris - e apenas ocasionalmente em outros lugares - 31 obras pr\u00f3prias e muitas outras de diversos autores, e sustentaria uma luta perene contra as acusa\u00e7\u00f5es de imoralidade e as proibi\u00e7\u00f5es que com freq\u00fc\u00eancia suscitaram suas obras. L'\u00c9cole des femmes (1662; A escola de mulheres), representada depois de Sganarelle (1660), teve grande \u00eaxito, mas foi ainda maior o da estr\u00e9ia de Tartuffe (Tartufo) em 1664. Por meio de um di\u00e1logo de enorme sutileza e for\u00e7a c\u00f4mica, o autor apresentava a figura de um homem sensual e lascivo que, sob a apar\u00eancia de asceta virtuoso, consegue aproveitar-se da confian\u00e7a de seu protetor e inclusive volt\u00e1-lo contra a fam\u00edlia, e s\u00f3 \u00e9 desmascarado quando tenta seduzir a dona da casa. A cr\u00edtica \u00e0 hipocrisia religiosa levantou contra Moli\u00e8re o clero cat\u00f3lico, que conseguiu proibir Tartuffe por cinco anos e Dom Juan, ou Le Festin de pierre (Dom Juan), obra da mesma \u00e9poca, por toda a vida do autor. Em 1665, contudo, Moli\u00e8re conseguiu outro triunfo clamoroso com Le Misanthrope (O misantropo), par\u00f3dia de um personagem de princ\u00edpios r\u00edgidos que n\u00e3o considera ningu\u00e9m digno de comparar-se com ele e, para al\u00e9m de sua absurda arrog\u00e2ncia, ignora, como muitos dos protagonistas do comedi\u00f3grafo franc\u00eas, sua verdadeira natureza. Depois de Le M\u00e9decin malgr\u00e9 lui (1666; M\u00e9dico \u00e0 for\u00e7a), Moli\u00e8re criou L'Avare (1668; O avarento), uma de suas obras-primas. A paradoxal condi\u00e7\u00e3o do personagem central, desumano em sua paix\u00e3o pelo dinheiro e desejoso ao mesmo tempo de amor e respeito, foi descrita por Goethe como mais tr\u00e1gica do que c\u00f4mica. De qualquer modo, a comicidade da obra repousa n\u00e3o na farsa hilariante, mas na percep\u00e7\u00e3o da ambig\u00fcidade da natureza humana e, talvez por essa raz\u00e3o, foi pouco apreciada. Os \u00faltimos anos da vida de Moli\u00e8re foram marcados por uma cont\u00ednua degrada\u00e7\u00e3o em sua sa\u00fade. Apesar disso, ele foi capaz de produzir com\u00e9dias not\u00e1veis como Le Bourgeois gentilhomme (1670; O burgu\u00eas fidalgo), am\u00e1vel caricatura dos esfor\u00e7os de um novo rico para adquirir boas maneiras; e Les Femmes savantes (1672; As sabichonas). Nelas, como em toda sua obra, Moli\u00e8re mostra os tra\u00e7os estil\u00edsticos que soube criar e que transformariam a arte da com\u00e9dia: a utiliza\u00e7\u00e3o precisa do di\u00e1logo, com uma linguagem adequada \u00e0 natureza e ao n\u00edvel social de quem os empregava -- nobres, burgueses, farsantes ou criados - e a a\u00e7\u00e3o, cujo progresso se baseia na inter-rela\u00e7\u00e3o dos diferentes personagens. Em 17 de janeiro de 1673, enquanto representava no palco o protagonista de sua \u00faltima obra, Le Malade imaginaire, Moli\u00e8re sofreu um repentino colapso e morreu poucas horas depois, em sua casa de Paris. Como se assinalou com freq\u00fc\u00eancia, n\u00e3o \u00e9 de estranhar que o mestre do duplo sentido e da dissimula\u00e7\u00e3o tenha encerrado a vida e a carreira no momento em que encarnava um falso doente.","democratizacao":"Art. 28 da IN n\u00ba 01\/2023 abaixo ser\u00e1 adotada no projeto: Art. 28. Em complemento, o proponente dever\u00e1 prever a ado\u00e7\u00e3o de, pelo menos, uma das seguintes medidas de amplia\u00e7\u00e3o do acesso: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espet\u00e1culos, das exposi\u00e7\u00f5es, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; Art. 30. As propostas culturais com comercializa\u00e7\u00e3o de ingressos ou produtos culturais dever\u00e3o apresentar a\u00e7\u00f5es formativas culturais obrigat\u00f3rias, adicionais \u00e0s atividades previstas, em territ\u00f3rio nacional, preenchendo o produto cultural secund\u00e1rio Contrapartidas Sociais no Plano de Distribui\u00e7\u00e3o, com rubricas detalhadas na Planilha Or\u00e7ament\u00e1ria. Realizar: 2 Palestras gratuitas com 175 participantes totalizando um total de 350 pessoas. 2 ensaios abertos do espet\u00e1culo com ingressos gratuitos para 350 espectadores","resumo":"Montagem e temporada da pe\u00e7a \"Escola de Mulhares\" de Moli\u00e8re","sinopse":"Moli\u00e8re em sua pe\u00e7a \"Escola de Mulheres\" discorre com maestria exatamente sobre o problema das rela\u00e7\u00f5es humanas centrando-o no casamento e no adult\u00e9rio, de forma a demonstrar que na sociedade elizabethana, dentro de suas regras e princ\u00edpios, um n\u00e3o existe sem o outro, como se fossem complementares, antes que causa e efeito. \"Existe a certeza de que os chifres s\u00e3o o adorno infal\u00edvel de qualquer matrim\u00f4nio\", \"para quem acha os chifres a suprema vergonha, n\u00e3o casar \u00e9 a \u00fanica maneira de estar bem seguro\". Arnolfo, personagem central da com\u00e9dia, \u00e9 um ex\u00edmio conhecedor dos adult\u00e9rios da cidade e dos motivos que os predispunham. Ao menos, julgava ele que os adult\u00e9rios se davam porque os homens eram demasiado complacentes e as mulheres, alfabetizadas, belas, talentosas, eram cheias de artimanhas desenvolvidas especialmente para enganar os maridos com \"destreza e mal\u00edcia\". Para que ele n\u00e3o sofresse a mesma coroa\u00e7\u00e3o que tanto ridicularizava, havia criado uma menina, a partir de sua receita infal\u00edvel de mulher honesta, com a qual se casaria. Seria uma pobre idiota, est\u00fapida, submissa, dependente e de completa inoc\u00eancia. No entanto, In\u00eas, a escolhida, embora inocente e ing\u00eanua como o desejava Arnolfo, ironicamente, apaixona-se por Hor\u00e1cio, filho de Orionte, seu amigo pessoal. O adult\u00e9rio (do latim \"adulterio\" -infidelidade conjugal) propriamente dito n\u00e3o se consuma pois Arnolfo e In\u00eas n\u00e3o chegam a se casar. In\u00eas \u00e9 apenas coerente com seu sentimento, firme e constante em sua decis\u00e3o. Por\u00e9m, do ponto de vista de Arnolfo a trai\u00e7\u00e3o se d\u00e1 (do latim \"traditione\" - n\u00e3o cumprimento, n\u00e3o correspond\u00eancia, deslealdade, infidelidade no amor), e essa \u00e9 suficiente para configurar um adult\u00e9rio. Arnolfo, defensor do primado masculino em que \"a onipot\u00eancia \u00e9 para quem tem barbas\", depara-se com uma outra for\u00e7a igual ou superior \u00e0 sua, a qual considerava n\u00e3o existir, a vontade feminina. \"Ainda que sejamos duas partes de um mesmo todo, as duas partes n\u00e3o s\u00e3o nada iguais. Uma \u00e9 suprema; outra, subalterna. 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